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segunda-feira, 2 de abril de 2018

POR QUÊ BOCEJAMOS OU FICAMOS CANSADOS QUANDO REZAMOS O TERÇO OU ORAMOS?




O bocejo, portanto possui um caráter fisiológico (natural). Porém não podemos negar o fundamento espiritual, uma vez que nosso corpo físico está ligado também com o corpo espiritual, todas as obras de Deus foram criadas de maneira harmônica. No final do dia é natural bocejarmos pois este é um sinal que o corpo já está cansado. Porém há casos em que basta que se comece uma oração com fé e os bocejos surgem com intensidade e frequência, de maneira repentina, percebe-se também que passado algum tempo de oração ou cessando a oração os bocejos cessam. Esse "fenômeno" acontece porque a oração vai expulsar toda realidade negativa que nos contaminou, tais como impaciência, briga, ressentimentos, orgulho (Cf. Gal 5,19) e etc.
Sabemos que “Deus é luz e nele não há treva alguma” (I Jo 1, 5). Quando estamos perto de alguma pessoa de muita Luz, pode acontecer de começarmos a bocejar, ou ainda o contrário, quando estamos perto de uma pessoa negativa. Via de regra o bocejo, no aspecto espiritual, acontece devido ao uma troca de energia espiritual (cf. Mc 6,34 ).
Quando renunciamos a realidade negativa que nos contaminou, QUANDO ESTAMOS EM UMA ORAÇÃO DE GRANDE PODER, entramos em combate espiritual, surge então os bocejos, uma sonolência, tédio ou cansaço de maneira repentina; esta é uma ação característica dos espíritos de torpor, eles oprimem ou bloqueiam os nossos sentidos espirituais, pois não querem que deixemos as obras das trevas (atos imorais) e tenhamos comunhão com Deus – “se dizemos ter comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos” (Cf. I Jo 1, 6). Do combate (Cf. Efe 6,11) espiritual e a saída destas forças espirituais do mal (Cf. Mac 9,25; Luc 4, 35) surgem os bocejos que se intensificam a medida que vão deixando de oprimir nossa mente, ou seja, param de sugerir pensamentos negativos e já não tem "poder persuasivo direto sobre nossa mente", pois esta agora está em "sintonia" com Deus.
Quanto mais energia negativa de espíritos emocionais (contaminação) nos deixam (Cf. Efe 6, 12b), mais bocejamos, pois é necessário uma demanda maior de oxigênio para o organismo que está se readaptando ao novo estado de liberdade mental, isto é, sem opressão mental.
E quando bocejamos sem estarmos em oração? Ainda que não rezemos, o Espírito Santo que está em nós ora em nós, o simples desejo de orar, de estar com Deus, já se constitui uma oração, ou ainda, não estamos "desconectados" do mundo espiritual, ou seja, constantemente estamos recebendo orações, seja dos vivos, dos que se encontram no purgatório (Cf. Catecismo da Igreja § 958).


sábado, 24 de março de 2018

SINAL DA CRUZ: O QUE SIGNIFICA? OS CRISTÃOS DEVEM FAZER O SINAL DA CRUZ?

EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO. AMÉM


A prática de fazer o sinal da cruz é o que há de mais visível na Igreja
Católica Romana, mas é também praticado pela Ortodoxa Oriental
e Episcopal. A história do sinal da cruz remonta a Tertuliano, o pai 
da igreja primitiva que viveu entre 160 e 220 d.C. Tertuliano escreveu:
“Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando 
nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições,
quando nos vamos deitar, quando nos sentamos, nessas ocasiões e em
todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal 
da Cruz.”



Originalmente, uma pequena cruz era “desenhada” com o polegar ou dedo
na própria testa. Apesar da dificuldade em se determinar exatamente 
quando foi feita a transição entre desenhar uma pequena cruz na testa 
à prática moderna de desenhar uma grande cruz desde a testa até o tórax 
e ombro a ombro, sabemos que esta troca ocorreu por volta do século XI
d.C., quando o Livro de Orações do Rei Henry dá instrução para “marcar 
com a santa cruz os quatro lados do corpo”.



Os católicos encontram apoio para o sinal da cruz principalmente em seus 
muitos anos de tradição da igreja, e em segundo lugar, em Êxodo 17:9-14 
e Apocalipse 7:3; 9:4; 14:1. Apesar das passagens falarem de um sinal na 
testa para proteção do julgamento de Deus, elas devem ser interpretadas 
à luz de seu contexto. Com base em seu contexto, não há razão para crer 
que qualquer um dos versos prescreva o ritual do sinal da cruz.




No século XVI, uma das principais doutrinas da Reforma Protestante era
a sola scriptura, através da qual qualquer prática que não se alinhasse
às Escrituras seria descartada. Os reformadores ingleses acreditavam 
que o uso do sinal da cruz deveria ser algo a ser decidido por cada 
pessoa,como estava escrito no Livro de Orações do Rei Edward VI.
“...ajoelhar-se, fazer o sinal da cruz, levantar as mãos ou qualquer 
devoção do homem, seja observado sem culpa.” Os protestantes 
geralmente viam o sinal como uma tradição que não tinha qualquer 
fundamento nas Escrituras, ou mesmo como algo ligado à idolatria,
sendo por isto abandonado pela maioria.



Apesar da Bíblia não nos instruir a que o façamos, o sinal da cruz tem 
seu simbolismo bíblico. O formato do sinal é um lembrete da cruz de 
Cristo. Historicamente, o sinal já foi visto como representativo da
trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Através da fé no Senhor Jesus
Cristo e Sua morte substitutiva na cruz, a salvação é estendida como
um presente a toda a humanidade. A trindade é a doutrina da 
essencial e divina Natureza de Deus: Deus existe em três pessoas
distintas. Ambas as doutrinas são base tanto para os católicos quanto
para os protestantes e são certamente bem fundamentadas na Bíblia.
O sinal da cruz foi, em certas épocas, associado a poderes sobrenaturais
tais como expulsão do mal, demônios, etc. Este aspecto místico do sinal
da cruz é completamente falso e não pode, de forma alguma, ter
sustentação bíblica.



Fora o aspecto místico, fazer o sinal da cruz não é nem certo nem errado
e pode ser positivo, se servir para lembrar da cruz de Cristo e/ou da 
trindade. Infelizmente, este não é sempre o caso, e muitas pessoas 
simplesmente fazem os movimentos do ritual e fazem o sinal da cruz 
sem saber por que o fazem. Uma análise final do sinal da cruz é que ele 
não é, de forma alguma, exigido dos cristãos, pois não é instruído pela 
Palavra de Deus.

DEPOIS DA CONSAGRAÇÃO DA MISSA, QUANDO DEVEMOS FICAR EM PÉ?

Saiba o momento liturgicamente correto para levantar-se e conheça o 
seu sentido. 


Os fiéis ficam de joelhos durante a consagração. Mas a consagração 
não é somente o momento em que o padre, impondo as mãos, diz:
“Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito…
”, mas inclui também as palavras de Jesus na Última Ceia: “Tomai e comei…
”, “Tomai e bebei…”. 
Quando o sacerdote pronuncia estas palavras, o pão e o vinho, em
sentido estrito, se transformam no Corpo e Sangue de Cristo. E a
consagração termina com as palavras do padre: ” Eis o mistério da fé!”. 


Quando o padre diz isso, o povo responde: “Anunciamos, Senhor, a
vossa morte, e proclamamos a vossa Ressurreição. Vinde, Senhor
Jesus!” ou “Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos 
deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos
a vossa vinda!”, dependendo da oração eucarística utilizada. 
É exatamente após esta frase da assembleia que as pessoas se
levantam e permanecem em pé, não antes dela. 
Depois disso, a oração eucarística segue seu curso normal. Mais ainda:
Segundo a Instrução Geral do Missal Romano, há lugares em que os
fiéis permanecem ajoelhados desde o final do “Santo” até a conclusão
da Oração Eucarística e antes da comunhão, quando o padre diz “Eis o
Cordeiro de Deus…”. Este costume é louvável e pode ser respeitado
(IGMR, 43). 



Portanto, quem quiser permanecer de joelhos em todo este período 
pode fazê-lo, ou seja, desde quando termina a aclamação do “Santo,
santo, santo…” até o Pai-Nosso. 
Mas para que aplicar estes gestos e posturas durante a missa? 
A Instrução responde de maneira clara: “Os gestos e posições do
corpo tanto do sacerdote, do diácono e dos ministros, como do
povo devem contribuir para que toda a celebração resplandeça pelo
decoro e nobre simplicidade, se compreenda a verdadeira e plena
significação de suas diversas partes e se favoreça a participação de
todos”. 

ESTUDO REVELA QUE IR À MISSA TRAZ BENEFÍCIOS À SAÚDE

Nos últimos anos vários estudos mostraram que praticar alguma religião
traz benefícios para a saúde.
O mais recente, realizado pela ‘Harvard Chan School of Public’, chamado
‘Association of religious service attendance with mortality among Women’
(Associação de assistência a serviços religiosos com mortalidade de 
mulheres), revelou que ir à Missa traz muitos benefícios para a saúde. 

De acordo com o estudo, apresentado pelo Sistema Informativo da 
Arquidiocese do México (SIAME),as pessoas que assistem à Missa com
regularidade, ou que são religiosos praticantes, tem 33% menos risco de
falecer em comparação daquelas pessoas que não acodem à Igreja. 


Para obter esta porcentagem, os pesquisadores relacionaram dados 
sobre assistência a serviços religiosos e mortalidade entre as mulheres.
Dados que foram arrecadados com mais de 74 mil mulheres entre os anos
de 1992 a 2012,tendo em conta também outras considerações como
antecedentes clínicos, estilos de vida e fatores demográficos. 


Segundo a pesquisa, as mulheres que vão à Missa ou acodem a orar na Igreja
pelo menos uma vez porsemana tem 27% menos risco de enfermidade cardio- 
vascular, e 21% menos risco de morrer por câncer. 


O estudo conclui de maneira contundente: “A religião e a espiritualidade estão
sendo um recurso poucoapreciado que os médicos deveriam explorar com
seus pacientes”. 


“Os que vão à Missa recebem de uma forma palpável os benefícios da graça 
divina” 


Sobre este estudo se referiu o Padre Sergio G. Román, do México, que es-
creveu para SIAME: “A Missanão é um seguro de vida contra a morte, mas 
sim é um seguro de Vida. Eterna que começa já desdeesta mesma vida (…)
Os que vão à Missa recebem de uma forma palpável os benefícios da graça
divina que se manifestam em uma vida mais sã, mais ordenada, mais integra-
da à comunidade e mais harmônica no familiar”.  


Além disso, “pertencer à Igreja é saudável”. Algo que se vê especialmente no
“testemunho constante dos distanciados que retornaram ao seio da Igreja”. 


“A enfermidade volta ao homem especialmente vulnerável e necessitado da
misericórdia de Deus e por isso Jesus nos deixou como mandato não somente
o pregar o Evangelho, mas o visitar e ungir aos enfermos.
Seria muito interessante um estudo médico sobre a efetividade do sacramento
da Unção dos Enfermos em seus pacientes. A experiência sacerdotal nos ensina
que este santo sacramento atua maravilhosamente nos enfermos, dando-lhes
fortaleza para lutar contra sua enfermidade, serenidade, tranquilidade de alma
e muitas vezes, muito frequentemente, dando-lhes a saúde do corpo”, conclui o 
Padre Román.